NOSSAS DICAS

CIRURGIA PLÁSTICA OCULAR.

A oftalmologia dos anexos dos olhos.


img24

           A cirurgia plástica ocular (CPO) ou oculoplástica é uma subespecialidade da Oftalmologia. Seu campo é muito vasto e diversificado, abrangendo as patologias dos anexos dos olhos, ou seja, pálpebras, vias lacrimais e órbitas, incluindo as anomalias congênitas, lesões por traumas mecânicos, tumores, alterações relacionadas ao envelhecimento, etc. Trata-se de uma área da medicina que requer boa e extensa formação por parte do profissional, exigindo, além da graduação em medicina e da residência médica em oftalmologia, subespecialização em oculoplástica (1 ou 2 anos), todo este processo levando cerca de 10 anos, no mínimo.

            Começou a ser exercida no Brasil oficialmente em 1966 quando foi fundado o primeiro serviço de plástica ocular do nosso país em Belo Horizonte (UFMG). De lá para cá a especialidade vem crescendo e se disseminando cada vez mais em todo o Brasil, inclusive havendo uma entidade nacional que representa a subespecialidade; trata-se da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular (SBCPO). Esta entidade é ligada ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia, maior entidade representativa da Oftalmologia em nosso país.

           Apesar de já ser exercida oficialmente no Brasil há 50 anos, boa parte da população brasileira ainda não conhece muito sobre CPO. Trata-se de uma subespecialidade de grande importância, pois é responsável pelo tratamento de diversas patologias que prejudicam ou mesmo impedem o sentido da visão, além de outras que podem levar até à morte como consequência. Também com grande importância devido à alta porcentagem da população acometida pelas patologias das pálpebras, vias lacrimais e órbitas, população essa que muitas vezes não sabe qual o profissional adequado para tratá-las.

          Quanto ao campo de atuação da CPO, serão abordadas inicialmente as pálpebras, as quais constituem seu principal interesse devido ao maior número de pacientes portadores de alterações nas mesmas em relação às vias lacrimais e órbitas. Muito em voga nos dias de hoje os procedimentos estéticos nas pálpebras são cada vez mais frequentes, corrigindo alterações como dermatocálase (excesso de pele nas pálpebras), excesso de músculo orbicular e de volume de bolsas de gordura nas pálpebras, frouxidão das pálpebras inferiores, correção de ptose de supercílios (ou seja, "queda de supercílos"), etc. Também existem cirurgias cosméticas que não requerem cortes na pele, tendo a grande vantagem de não ter nenhum tipo de cicatriz aparente no pós-operatório: são os procedimentos transconjuntivais que podem ser realizados tanto nas pálpebras superiores como nas inferiores.

          O tempo de recuperação das cirurgias palpebrais estéticas e mesmo as reparadoras normalmente é curto, dependendo evidentemente das condições particulares de cada paciente. Em média com quatro a sete dias a pessoa já pode retornar ao trabalho, dependendo do tipo de trabalho e desde que obedeça às orientações pós-operatórias.

          Já quanto às cirurgias reparadoras das pálpebras, há também um infindável elenco de patologias por elas tratadas. A mais frequente é a ptose palpebral ("queda das pálpebras"), a qual acomete tanto adultos como crianças, podendo levar a sequelas definitivas nas crianças (como a redução definitiva da acuidade visual) ou à depressão nos adultos e crianças. Outros exemplos são:  entrópio (margem da pálpebra virada para dentro); ectrópio (margem palpebral virada para fora); triquíase e distiquíase (onde os cílios passam a tocar o globo ocular); simbléfaro (onde a pálpebra fica aderida à superfície do globo ocular), tumores palpebrais, dentre outras.

          Em relação às vias lacrimais (vias de drenagem das lágrimas dos olhos para as fossas nasais), a CPO trata as suas patologias como a obstrução lacrimal congênita, a dacriocele congênita, a canaliculite, a dacriocistite, dentre outras,  algumas delas necessitando apenas de tratamento clínico, outras cirúrgico, existindo ainda as que requerem ambos os tratamentos.

          Em relação às órbitas (cavidades ósseas que envolvem e protegem os olhos), também apresentam um infindável número de patologias, desde patologias relacionadas a doenças sistêmicas (doenças que acometem o indivíduo como um todo) como por exemplo o hipertireoidismo, passando por tumores benignos e malignos, cistos, lesões por trauma mecânico, dentre outras. A CPO também se dedica ao tratamento das órbitas, podendo ser clínico, cirúrgico ou ambos.

           Por fim, fica a mensagem para a população de nossa cidade, estado e região sobre a abrangência da CPO e de que já pode dispor da mesma no estado do Pará,  já que boa parte da população desconhece a existência da subespecialidade.

    

       Dr. José Ricardo Mouta Araújo.                                                                   

       Médico Oftalmologista.

       Fellow - Ship em Oculoplástica (HSE-RJ).

       Coordenador do setor de Oculoplástica (UFPA).

       CRM – Pa: 6655.

 

       Dr. Carlos Henrique Vasconcelos de Lima.

       Médico Oftalmologista.

       Fellow - Ship em Oculoplástica (FAMEMA - SP)

       CRM - PA: 7967

                                                                                                                                                                                                        


img23

DERMATOCÁLASE

O excesso de pele nas pálpebras pode levar a queixas estéticas e funcionais.

Saiba Mais

Saiba Mais
img23

TESTE DO OLHINHO

Exame simples, rápido e indolor que é um direito de seu filho.

Saiba Mais

Saiba Mais
img23

COMO EVITAR À CEGUEIRA EM 2020

O olho humano é um órgão de pequenas dimensões, porém de fundamental importância, a visão!

Saiba Mais

Saiba Mais


Fale Conosco

Dúvidas ou sugestões entre em contato.

Fale com a gente