NOSSAS DICAS

DERMATOCÁLASE

O excesso de pele nas pálpebras pode levar a queixas estéticas e funcionais.


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            A pele palpebral é a mais fina do corpo e, com seu constante movimento, é uma das primeiras regiões a evidenciar os sinais de envelhecimento. Dentre as alterações palpebrais, uma das principais causas de procura ao oftalmologista especialista em plástica ocular é o dermatocálase.

            O dermatocálase compreende o excesso de pele nas pálpebras associado ou não com a protrusão das bolsas de gordura. As causas são: o próprio envelhecimento, edema palpebral recorrente e condições de estresse oxidativo, como o tabagismo, bebidas alcoólicas e exposição solar excessiva. Nesses casos, as queixas podem ser estéticas e/ou funcionais.

            Nos dias de hoje, em que o mercado é bastante competitivo, uma aparência mais jovial pode ser um diferencial, inclusive no próprio convívio social. Mas deve-se lembrar que os melhores resultados estéticos ocorrem nos pacientes mais jovens, em que o processo de envelhecimento está restrito às pálpebras.

            Quanto às queixas funcionais, é frequente o relato de astenopia (cansaço visual), sensação de peso na região dos olhos e cefaleia, que ocorre, em geral, pelo peso causado pelo excesso de pele e pela contração compensatória do músculo frontal na tentativa de melhorar a abertura ocular. Além disso, em alguns casos, pode haver queixa de desconforto pela percepção visual dos cílios e restrição do campo visual superior, que pode ser reproduzida através de exame complementar, a campimetria visual computadorizada.

        A correção do dermatocálase é realizada através de procedimento cirúrgico de pequeno porte, a blefaroplastia. Esta cirurgia é feita em ambiente cirúrgico, em geral, com anestesia local e sedação, durando, em média, 40-50 minutos para as pálpebras superiores e 1,5 hora para realização do procedimento nas pálpebras inferiores.

            É necessário que sejam feitas tanto avaliação oftalmológica, quanto avaliação das condições sistêmicas do paciente. É desaconselhada a cirurgia em casos de uso vigente de anticoagulante, discrasias sanguíneas e hipertensão e/ou diabetes descompensados.

         Já o exame oftalmológico, também é imprescindível, visto que as pálpebras são anexos oculares que conferem proteção ao globo ocular, contribuem com a produção da lágrima e com sua distribuição na superfície ocular. Portanto, possíveis repercussões da cirurgia seriam a instabilidade do filme lacrimal e, em casos de pós operatório recente e/ou hipercorreções: o lagoftalmo (oclusão ocular incompleta), gerando má lubrificação ocular, o que acarretaria em quadros de ceratite sicca e/ou ceratite por exposição e até mesmo piora da acuidade visual. Estas situações requerem o pronto reconhecimento e tratamento pelo médico oftalmologista experiente neste procedimento.

 

Considerações finais:

 

  1. A Blefaroplastia não necessita de internação pós-operatória. O paciente recebe alta em no máximo 2h após a cirurgia.
  2.  As suturas são retiradas entre 6-9 dias.
  3. Os hematomas desaparecem até 3-4 semanas.
  4. As cicatrizes das incisões cirúrgicas são discretas e sofrem um processo de clareamento natural, ficando praticamente imperceptíveis após 6 meses. Tais cicatrizes ficam camufladas nos sulcos palpebrais.
  5. O pós-operatório necessita: 10-14 dias de afastamento profissional, evitar exposição solar por 3-4 meses (para evitar pigmentação da cicatriz), compressas geladas frequentes (20 minutos 4-6x ao dia) por 3-5 dias de pós-operatório, não dormir de lado nem em cima das pálpebras por 10 dias.
  6. O pós-operatório de Blefaroplastia é geralmente indolor e não interfere na visão do paciente.
  7. A Blefaroplastia é considerada um procedimento cirúrgico estético e por este motivo saiu do rol de procedimentos da ANS desde dezembro de 2015. Sendo assim, os planos de saúde não são obrigados a autorizar este procedimento.

 

 

  1. Dra. Erika Andressa Gonçalves de Melo.

Médica Oftalmologista.

Fellow-Ship em Cirurgia Plástica Ocular pela Santa Casa de São Paulo.

CRM-Pa: 8178

  1. Dr. Carlos Henrique Vasconcelos de Lima.

Médico Oftalmologista.

Fellow-Ship em Cirurgia Plástica Ocular pela Faculdade de Medicina de Marília – SP.

CRM-Pa: 7967

  1. Dra. Elise Sousa Vieira.

Médica Oftalmologista.

Fellow-Ship em Cirurgia Plástica Ocular pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba – Sp.

CRM-Pa: 8981

  1. Dr. José Ricardo Mouta Araújo.

Médico Oftalmologista.

Fellow-Ship em Cirurgia Plástica Ocular pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

CRM-Pa: 6655

 

 

 

 

 

 

 

 


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