NOSSAS DICAS

O IMPACTO DAS TECNOLOGIAS NA SAÚDE OCULAR

O uso constante e cada vez mais precoce das telas (Tv, computador, tablet e celular) tem contribuído cada vez mais para o aparecimento de sinais e sintomas oculares.


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As novas tecnologias são um importante avanço para sociedade, mas seu uso indiscriminado pode trazer uma série de complicações, principalmente para a saúde ocular. Segundo dados do IBGE, em 2013, dos 32,2 milhões de domicílios com computador, 28 milhões estavam com acesso à Internet. A proporção de internautas no Brasil passou de 49,2% (2012) para 50,1% (2013) do total da população, e a tendência são esses números crescerem cada vez mais.

 

O que mais chama a atenção é que essa introdução a tecnologias tem sido cada vez mais precoce, podendo acarretar alterações não só visuais as crianças, mas também no desenvolvimento neuropsicomotor das mesmas.

 

Quando pensamos em saúde ocular, caracterizamos como síndrome da visão do usuário do computador, CVC (Computer Vision Syndrome), o conjunto de sinais e sintomas relacionados ao tempo de exposição excessivo as tecnologias.

 

De acordo com especialistas, entre 70% e 90% da população mundial sente desconfortos visuais após passar horas em frente à tela. Apesar de não ser classificada como patologia pela Medicina, a fadiga ocular já é considerada um problema de saúde, fruto da vida moderna, que atinge cerca de 60% das pessoas com menos de 45 anos no mundo, tanto os usuários de óculos quanto os não usuários.

 

Segundo o Ophtalmology Journal, até 2050, cerca de 50% da população mundial irá precisar de óculos devido ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos. De acordo com estes dados, serão cerca de 4,8 bilhões de pessoas com algum tipo de problema visual. O principal motivo, todos já conhecem: mudança no modo de vida.

 

Além do tempo de exposição ao computador no trabalho, as redes sociais tornaram-se uma forma simples e barata de entretenimento que nos acompanha em qualquer lugar através dos smartphones. Pessoas com menos de 25 anos tendem a olhar para a tela do celular, pelo menos, 32 vezes por dia, acumulando até 7 horas diárias de estresse nos olhos.

 

E esse vício no uso das telas, de um modo geral, só tende a piorar ainda mais a visão a médio e longo prazo. Segundo os oftalmologistas, a luz azul-violeta, destas telas, prejudica à mácula, predispondo a sua degeneração precoce (Degeneração Macular Relacionada a Idade – DMRI). Tal problema constitui uma importante causa de cegueira em pessoas acima de 60 anos de idade.

 

Acredita-se que qualquer pessoa (e aí incluem-se adultos, jovens e até mesmo crianças e idosos) que tenha exposição superior a 2-3 horas contínuas/ dia esteja suscetível. Tem como principais características:

 

Fadiga/ cansaço visual;

Hiperemia ocular;

Ardência nos olhos;

Sensação de olho seco.

 

            A fadiga ocorre porque para manter a imagem mais definida, o usuário tem que “focar e refocar” continuamente, o que gera tensão dos músculos responsáveis pela visão de perto/intermediária dos olhos. Associado a isso está a diminuição de piscadas na frente do computador, chegando a ser quatro vezes abaixo do que em situações normais.

 

Levando em consideração que as piscadas têm a função de lubrificar os olhos, a visão fica mais ressecada, levando a uma condição crônica de inflamação e assim ardência e hiperemia.

 

Outros fatores podem agravar este quadro são as condições de ambiente de trabalho, como umidade relativa do ar, ventilação, temperatura e iluminação.

 

Para ajudar a tratar e a prevenir:

 

Medidas fáceis e que podem ser adotadas tanto no ambiente de trabalho, quanto no ambiente doméstico:

 

-Tome cuidado com a utilização das tecnologias em áreas com muito vento ou ar-condicionado muito forte. Em algumas situações é interessante o uso de um umidificador de ambientes e assim evitar não só a secura ocular, mas também da garganta e narinas.

-Fique atento à localização das janelas em relação à iluminação natural e ao posicionamento das luzes artificiais. O ideal é que a iluminação do ambiente de trabalho seja homogênea e controlada, não devendo incidir diretamente sobre a tela.

- O olhar do usuário do computador deve estar ligeiramente voltado para baixo, entre 15° a 25°. Assim a pálpebra protegerá boa parte da superfície ocular, diminuindo sua exposição e melhorando a lubrificação dos olhos.

- Lembre- se de piscar!!

-A cada 40 minutos faça uma pausa; nem que seja por alguns instantes redirecionando o olhar para um ponto distante, ao infinito, com finalidade de relaxamento da musculatura ocular.

-Tenha sempre em mãos um colírio lubrificante e procure utilizá-lo sempre que necessário. Atualmente existem no mercado várias opções e com certeza um deles vai se adequar a você. Converse com seu oftalmologista! Não use colírio sem orientação médica.

-Faça consultas regulares ao seu oftalmologista! Condições como erros refrativos não corrigidos; doenças sistêmicas que provocam olho seco e até mesmo estrabismos subclínicos podem agravar suas queixas e precisam ser tratadas.

 

 

 

 

 

Dra. Cristina Cardoso Coimbra Cunha.

 

Médica Oftalmologista.

 

CRM-PA: 8998.

 

 

 

Roberta Bianca Peres Siqueira.

 

Médica Oftalmologista.

 

CRM-PA: 9903.

 

 

 

Dr. Carlos Henrique Vasconcelos de Lima.

 

Médico Oftalmologista.

 

CRM-PA: 7967

 


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