NOSSAS DICAS

CONJUNTIVITES ALÉRGICAS

Saiba mais sobre esta patologia que acomete cerca de 20% da população mundial!


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A Alergia ocular pode ser definida como uma alteração da superfície ocular causada por mecanismo de hipersensibilidade (uma reação exagerada do nosso organismo a um fator externo - o alérgeno) e tem como principal sintoma o prurido (coceira).

Aproximadamente 20% da população sofre de alergia ocular e pode ser dividida em 5 tipos:

1) Rinoconjuntivite alérgica (sazonal ou perene).

2) Ceratoconjuntivite primaveril/vernal.

3) Ceratoconjuntivite atópica.

4) Conjuntivite papilar gigante.

5) Blefaroconjuntivite de contato.

A rinoconjuntivite alérgica ocorre em pessoas já sensibilizadas a algum tipo de alérgeno ambiental, sendo que a sazonal apenas em crises em certas épocas do ano, e a perene com sintomas o ano todo, mas com crises de piora também em algumas épocas. É frequentemente associada a rinite alérgica e asma.

Manifesta-se, principalmente, por prurido, vermelhidão e lacrimejamento. Algumas alterações específicas só conseguem ser vistas no exame oftalmológico (como a reação papilar conjuntival).


Figura1: Hiperemia associado ao lacrimejamento.

A ceratoconjuntivite primaveril/vernal é uma doença crônica e recorrente, com crises de piora ocorrendo mais frequentemente na primavera e verão, em regiões de clima quente e seco. Costuma surgir entre 2 e 10 anos de idade e sofrer remissão espontânea até o final da adolescência.

As manifestações são mais graves que a rinoconjuntivite alérgica, com prurido intenso, lacrimejamento, fotofobia, sensação de corpo estranho e secreção ocular clara.

A doença pode afetar mais as pálpebras (formando papilas grandes - espécie de nódulos por toda parte interna da pálpebra superior, acumulando secreção entre elas), o limbo (formando lesões gelatinosas na transição entre a conjuntiva e a córnea - entre “o branco” e o “colorido” do olho), ou ainda as duas regiões de forma combinada.

A doença palpebral pode levar a lesões da superfície ocular, como feridas, de difícil tratamento (ceratite e úlceras em escudo).


Figura 2: A esquerda observamos os nódulos conjuntivais (Tantras). A direita observamos a formação de grandes papilas.

A ceratoconjuntivite atópica ou dermatoceratoconjuntivite atópica tem semelhança com a primaveril, porém é mais rara e, além do comprometimento ocular, há bastante sintomas e inflamação nas bordas palpebrais (inchaço, vermelhidão, perda de cílios) e está muito associada a outras atopias (dermatites). Além disso, costuma acometer homens adultos, e dificilmente entra em remissão total. Pode deixar mais sequelas oculares pela gravidade das lesões.


Figura 3: Associação de alterações conjuntivais, palpebrais e dermatites no corpo.

Tanto a ceratoconjuntivite primaveril quanto a atópica tem forte relação com o surgimento de ceratocone (grave alteração da córnea que gera altos graus de astigmatismos) 


Figura 4: Associação da alergia ocular com ceratocone (grave irregularidade corneana)

A conjuntivite papilar gigante é caracterizada pela formação de papilas gigantes (maiores que 3mm) e possui grande associação com uso de lentes de contato gelatinosas, mas também com sutura exposta, prótese ocular e dentre outros. Os sintomas são semelhantes aos já citados anteriormente e deve-se eliminar a causa. 


Figura 5: Papilas gigantes em face interna das pálpebras.

A blefaroconjuntivite de contato é uma alergia ocular caracterizada mais por alterações palpebrais do que conjuntivais. Observamos vermelhidão, inchaço e prurido constante nas pálpebras com discreto sinais e sintomas conjuntivais. Está muito associado ao uso de colírios, cosméticos e maquiagem.


Figura 6: Predominância de alterações palpebrais.

O ato de coçar os olhos só traz malefícios, primeiramente, ele piora os sintomas, pois há um aumento na liberação de mediadores químicos que levam a própria alergia. Entretanto, o mais perigoso é o paciente desenvolver ceratocone que pode se manifestar quando se coça frequentemente os olhos.

De forma geral, o tratamento das alergias deve iniciar sempre com a prevenção, evitando o alérgeno em questão. Então, aqui vão algumas dicas: fazer a limpeza regular ou até mesmo retirar os carpetes, tapetes e bichos de pelúcia. Usar protetor de colchão e travesseiro antialérgico. Evitar animais, cigarro, odores fortes, poluição e certos alimentos. 

Além disso, compressas geladas e uso de colírios lubrificantes auxiliam no controle sintomático. E se necessário, dependendo da gravidade dos sintomas e do quadro ocular, ainda podemos lançar mão de colírios específicos para atuar no controle da alergia, como os estabilizadores de membrana de mastócitos, anti-histamínicos, agentes com ações combinadas, corticóides (por períodos limitados), e ainda alguns imunossupressores para evitar o uso de corticóides por longos períodos, para evitarmos seus efeitos colaterais.

É fundamental consultar o oftalmologista para poder diagnosticar qual a causa do olho vermelho, pois existem várias doenças que se manifestam desta maneira. Uma vez diagnosticada como conjuntivite alérgica, é importante ir ao médico alergologista para conhecer qual o possivel alérgeno que está iniciando o quadro de alergia.

 

Aline Andreza Henderson de Castro.

Médica Oftalmologista.

CRM/Pa: 9007.

Carlos Henrique Vasconcelos de Lima.

Médico Oftalmologista.

CRM/Pa: 7967.

Thiago Sopper Boti.

Médico Oftalmologista.

CRM/Pa: 9484.

Giselle Maria Machado Sgrott.

Médica Oftalmologista.

CRM/Pa: 9423.

Elise Sousa Vieira.

Médico Oftalmologista.

CRM/Pa: 8981.


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