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ESTRABISMO E OFTALMOLOGIA PEDIÁTRICA

O desenvolvimento da visão na criança depende de uma correcta estimulação cerebral nos primeiros anos de vida.


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Ao nascimento, toda a estrutura cerebral que suporta a função visual está presente. Contudo, para que se torne funcional, é necessário que receba nos primeiros anos de vida (e sobretudo nos primeiros meses) imagens de qualidade, imagens que sejam focadas de forma correcta e simétrica pelos dois olhos. Quando isto não acontece, o desenvolvimento das competências visuais dá-se de forma incorrecta com a instalação de ambliopia (olho preguiçoso).

Entre as causas mais frequente de mau desenvolvimentos visual na criança, predominam os erros refractivos, que em princípio devem ser corrigidos ou compensados com óculos. Segue-se o estrabismo, que na maioria das vezes, também ele, tem como causa um erro refractivo não corrigido.
Os erros refractivos mais frequentes são a hipermetropia (o olho foca a imagem atrás da retina), a miopia (o olho foca a imagem frente da retina) e o astigmatismo (o olho tem dois focos diferentes e esta dupla focagem dá uma imagem desfocada).

Nos adultos e nas crianças mais velhas (acima dos 7-8 anos) com erros refractivos, a ausência da sua correcção tem como consequência apenas a diminuição imediata da acuidade visual e o cansaço muitas vezes associado a cefaleias. Porém, nas crianças mais novas o uso permanente dos óculos é muitas vezes fundamental para prevenir e/ou tratar a ambliopia e o estrabismo.

Neste grupo etário, a rejeição dos óculos pode por isso ter consequências nefastas e irreversíveis. Por isso é muito importante conhecer e optimizar os factores capazes de aumentar a “compliance” neste grupo etário.

O aspecto mais importante nos óculos de uma criança é a prescrição.

Na criança, mais que no adulto, o rigor da prescrição é fundamental. No adulto, habitualmente a prescrição baseia-se em critérios subjectivos; é o doente quem decide qual a lente que lhe proporciona melhor visão e conforto. Na criança, e em particular nas mais novas, a prescrição de lentes de correcção baseia-se em critérios objectivos. A medição do erro refractivo deve ser efectuada após a aplicação de gotas que inibem a focagem automática do olho (cicloplegia), e os critérios de prescrição baseiam-se muitas vezes, mais na experiencia individual (e na integração de outros achados clínicos como o equilíbrio oculomotor) do que em “guidelines” suportadas na evidência clínica. Por este motivo, a prescrição deve ser sempre efectuada por um oftalmologista, que de preferência tenha experiencia e treino na avaliação de crianças.
A escolha e a montagem dos óculos são também aspectos fundamentais nos óculos de uma criança para que ela se sinta confortável e os assimile no seu quotidiano.

A armação

Deve ser leve, confortável e deve estar perfeitamente adaptada. É importante ter em conta que o nariz das crianças está normalmente mal desenvolvido e isso implica alguns ajustes importantes na adaptação ao nível da ponte. Outro aspecto crítico diz respeito às hastes; devem ser adaptadas de forma a impedir que a armação deslize ao longo do nariz, mas sem provocar desconforto nas orelhas.

As lentes

No que respeita às lentes, o aspecto mais importante é a sua qualidade óptica; se a visão não for confortável serão seguramente rejeitados. Devem também ser confortáveis; para isso devem ser leves e finas, construídas com um material de alto índice refractivo e de baixa densidade. O desconforto é uma das causas mais frequentes de rejeição dos óculos na infância. Devem ter um índice elevado de segurança; é importante que sejam de um material que tenha boa resistência ao impacto uma vez que a criança tem um risco elevado de traumatismo e de acidentes. Devem garantir boa protecção relativamente às radiações nocivas para o aparelho visual; devem filtrar a 100% a radiação UVA e UVB; é importante não esquecer que cerca de 80% da exposição à radiação UV ocorre durante as duas primeiras décadas de vida. Finalmente devem ter uma protecção anti-risco eficaz; as crianças são habitualmente menos cuidadosas na utilização dos óculos.

Os aspectos estéticos são menos importantes nas crianças mais novas e a durabilidade é também um aspecto secundário, uma vez que o mais importante é de facto a utilização continuada de lentes com qualidade óptica que satisfaçam um aparelho visual em desenvolvimento.
 
Que material ou materiais deverão então ser escolhidos no fabrico de lentes para crianças?
De um modo geral os materiais orgânicos têm clara vantagem sobre o vidro. O policarbonato tem vantagem adicional sobre as resinas orgânicas (plásticos convencionais). De facto o policarbonato tem uma estrutura química especial que lhe confere características óptimas para a construção de lentes ópticas.

O policarbonato

 É diferente de todos os outros plásticos. As suas moléculas são constituídas por cadeias de átomos extremamente longas que deslizam para frente e para trás umas nas outras. Desta estrutura química resulta um material extremamente resistente que se curva ou deforma sem quebrar (a energia de qualquer impacto deforma a lente em vez de a partir); a sua resistência ao impacto é muito elevada quando comparada com os outros materiais, sendo por ex. 21 vezes superior ao CR-39.

Por outro lado, as características do policarbonato permitem a produção de lentes finas (com elevado índice refractivo) e leves (baixa gravidade), o que as torna muito confortáveis. Adicionalmente o policarbonato garante uma protecção UV natural, já que sem protecção adicional filtra 100% das radiações abaixo dos 380 nm.

Finalmente as lentes de policarbonato permitem uma excelente qualidade óptica embora apresentem mais aberração cromática lateral (numero de Abbe elevado) para potências da lente mais elevadas.

A grande desvantagem do policarbonato na construção de lentes é a sua fraca resistência ao risco, pelo que devem sempre ser suplementadas com uma capa de protecção anti-abrasão, de preferência de dupla superfície.

Conclusão

O policarbonato, pela sua estrutura químicas e pelas características que ela lhe confere, é seguramente o material mais adequado para a construção de lentes ópticas. Essas características são particularmente vantajosas para o uso em crianças e desportistas, devendo contudo ser suplementadas com capa de protecção anti-risco.

Fonte: http://www.oftalmologia-pediatrica.eu/pagina,120,170.aspx


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