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O QUE É CATARATA?

Atualmente, a catarata é a principal causa de cegueira evitável no mundo.


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O que é Catarata?

 

A catarata é a opacificação da lente natural do olho, o cristalino.

Dependendo do estágio da catarata, pode ocorrer discreto borramento, até a cegueira total.

A progressão do embaçamento é variável e a visão só pode ser restaurada com a remoção cirúrgica do cristalino opaco.

A Catarata é a principal causa de cegueira evitável ou curável no Brasil, e na América Latina em geral. Ela afeta principalmente a população com mais de 60 anos, mas é curável cirurgicamente. Aproximadamente 95% das pessoas com mais de 60 anos de idade possuem catarata em algum estágio de evolução.

 

Causas da Catarata:

A maioria das cataratas se forma tarde na vida com o processo de envelhecimento, e são mais freqüentes após os 55 anos de idade.

Entretanto, algumas pessoas desenvolvem como conseqüência de trauma, doenças crônicas oculares, doenças sistêmicas como a Diabetes, tabagismo e efeitos colaterais decorrentes do uso de certas medicações.

Mais raramente algumas crianças podem nascer com catarata devido a certas infecções maternas durante a gestação.

A catarata não é causada ou piorada pelo hábito da leitura, ver televisão, coçar os olhos, ou qualquer atividade visual normal.

Restringir as atividades visuais não diminuirão a progressão da catarata.

 

Avaliação pré- operatória:

A avaliação clínica e laboratorial é importante, principalmente em pacientes com doenças sistêmicas.

Constatada a presença da catarata na consulta oftalmológica, alguns exames se fazem necessários para se decidir a estratégia cirúrgica e aumentar a possibilidade de sucesso da cirurgia. Realizam-se exames de mapeamento da retina para avaliar doenças retinianas pré existentes, microscopia especular da córnea, paquimetria, tonometria, ecobiometria e cálculo da lente intra-ocular mais adequada a ser implantada.

Outros exames poderão ser solicitados quando outras doenças oculares e/ ou sistêmicas estiverem associadas à catarata.

 

Tratamento:

Quando a catarata determinada limitações das atividades do paciente, ou em casos que a catarata esteja levando a outras alterações oculares, como o aumento da pressão intra-ocular com conseqüente Glaucoma, a cirurgia está indicada.

O único tratamento para catarata na atualidade é a remoção cirúrgica. Uma vez removida, a catarata é substituída por uma lente artificial.

Quando a substituição da catarata por uma lente intra-ocular não for possível, outros meios ópticos como óculos ou lentes de contato podem ser usadas.

 

Cirurgia da Catarata:

Atualmente a cirurgia de catarata é realizada por uma técnica muito avançada chamada de Facoemulsificação com o sem laser de Femtosegundo. É realizada mediante à anestesia local (bloqueio peribulbar ou apenas tópica com colírio). Uma incisão de aproximadamente 2,75 mm, ou menor, é realizada na periferia da córnea, parte anterior do olho.

Um aparelho ultrassônico, facoemulsificador, fraciona e aspira a catarata preservando a cápsula onde é inserida a lente intra-ocular no final da cirurgia, a incisão pode ou não levar sutura.

Uma vez removida, a catarata não mais voltará. O resultado é permanente, mantendo uma boa visão.

Caso ocorra algum embaçamento tardio da visão, devido a opacificação da cápsula de sustentação da lente intra-ocular, será facilmente corrigido com aplicação de laser no consultório, procedimento rápido e não invasivo, chamado capsulotomia com Yag Laser.

 

Lentes intra-oculares:

Existem as lentes intra-oculares rígidas e as dobráveis, que podem ser monofocais, multifocais e tóricas (que corrigem o astigmatismo).

As rígidas são monofocais e tem diâmetro entre 5mm e 7mm, e obriga o cirurgião ampliar a incisão de 2,75mm para a correspondente ao tamanho da lente escolhida para possibilitar o implante. Nesses casos é necessário ao final da cirurgia suturar a incisão, gerando maior possibilidade de astigmatismo no pós operatório.

As lentes dobráveis são implantadas por incisões de 2.0-2.75mm e diminuem a possibilidade de astigmatismo adquiridos com a cirurgia ou mantêm o já existente antes da cirurgia.

Entre as lentes dobráveis existem as lentes denominadas “Premium” que tendem a corrigir astigmatismos mais altos, no caso das lentes tóricas ou com as multifocais proporcionar uma visão boa para longe e perto, levando a uma diminuição significativa da dependência dos óculos, ou em alguns casos, levando a independência. Atualmente não é possível contemplar, com a mesma eficiência, a necessidade visual para todas as distâncias.

 

Período de convalescência:

Medicações anti-inflamatória e anti-infecciosas na forma de colírios, são prescritos para prevenir infecções.

Com a técnica da cirurgia por facoemulsificação, o período de convalescência é curto e varia de 20 a 60 dias conforme orientação do médico cirurgião. A rotina nas atividades domésticas pode ser mantida, mas exercícios pesados devem ser evitados. Protetor ocular deve ser usado para dormir, não se deve tocar ou coçar os olhos.

Óculos escuros são recomendados para os dia muito ensolarados.

 

Complicações:

Como em todos os procedimentos cirúrgicos, o elemento risco existe.

As complicações podem ser durante a cirurgia ou na fase de cicatrização, mesmo se tendo o tratamento mais adequado possível, (exemplo : oclusão de ramo dos vasos retinianos, descolamento da retina, descompensação corneana, edema de mácula, sangramentos e infecções). É impossível se prever em quais pacientes elas irão ocorrrer.

Nenhum procedimento cirúrgico pode ser realizado sem risco, porém, na cirurgia de catarata moderna eles são muito raros e muito passíveis de tratamento.

 

Considerações Finais:

 

  1. O diagnóstico de catarata não é possível com uma simples avaliação de grau. Apenas uma avaliação médica oftalmológica completa é capaz detectar esta alteração ocular.
  2. Quanto mais precoce o diagnóstico e tratamento, melhor o resultado cirúrgico e menor a possibilidade de complicação.
  3. Quanto melhor a qualidade e tecnologia da lente intra-ocular utilizada na cirurgia, melhor a qualidade da visão, profundidade de imagem, melhor contraste de cores, menos aberrações cromáticas/prismáticas e menor grau residual. Ou seja, quanto melhor a lente, menor a dependência dos óculos no pós-operatório final.

 

 

 

 

Dr. José Rubens Vendramini.

Médico Oftalmologista.

Chefe do Setor de Catarata da Clínica de Olhos Vendramini.

 

Dr. Robson Koyama.

Médico Oftalmologista.

Fellow-Ship em Catarata (USP)

 

Dr. Carlos Henrique Vasconcelos de Lima.

Médico Oftalmológista.

Fellow-Ship em Catarata (FAMEMA-SP).

Mestre em Oncologia e Ciências Médicas (UFPA).

 

 


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