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DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE

Saiba com se prevenir e identificar os primeiros sintomas!


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A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença crônica e progressiva que acomete a área mais central e nobre da retina, a mácula. É a principal causa de cegueira legal, em indivíduos acima de 50 anos de idade. Das quatro principais causas de cegueira, é a única em que a prevenção e/ou o tratamento não foram ainda bem definidos.

Atualmente, aproximadamente 30 milhões de pessoas no mundo têm DMRI. Este dado representa o dobro das pessoas acometidas de Alzheimer. Nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas têm alguma forma dessa doença. A cada ano estima-se que são diagnosticados 200 mil novos casos de DMRI exsudativa.

A DMRI traz um impacto para pacientes, famílias e sociedade como um todo. Na verdade, o custo financeiro real da diminuição da capacidade visual no mundo por causa de DMRI foi estimado em 343 bilhões de dólares em 2010. A DMRI exsudativa reduz a qualidade de vida dos pacientes, causando dificuldades em suas atividades diárias e algumas vezes sendo a causa de isolamento social. Pacientes com DMRI exsudativa têm um nível de depressão mais alto que o normal; têm duas vezes mais o risco de morte prematura; têm um risco maior de quedas e fraturas no quadril e, consequentemente, entrada prematura em atendimentos clínicos ambulatoriais. Somente em 2010, os pacientes de DMRI, em conjunto, perderam aproximadamente 6.000.000 de anos de salubridade devido à incapacidade ou morte prematura.

Vários são os fatores relacionados ao desenvolvimento desta patologia como por exemplo: predisposição genética (hereditariedade), idade, sexo feminino, tabagismo, exposição luminosa, consumo de álcool, diabetes, dentre outros.

Um dos sintomas mais comuns da DMRI seca é a visão embaçada. Os primeiros sinais são as drusas, que são pequenos depósitos amarelados embaixo da retina que podem ser fragmentos de tecidos deteriorados. Os pacientes geralmente apresentam sintomas como: perda visual progressiva; turvação e distorções visuais; visão com linhas onduladas; necessidade de luz mais brilhante ao ler ou aproximar papel, tela e objetos; aumento da dificuldade em se adaptar a baixos níveis de luz; redução na intensidade ou brilho das cores; e, dificuldade em reconhecer rostos.

A DMRI apresenta-se de duas formas: uma forma “não exsudativa”, ou seca, e uma forma exsudativa, ou neovascular.

Na forma seca inicia-se um processo que de forma geral leva a atrofia da retina em especial as células chamadas fotorreceptores, responsáveis por traduzir o estímulo luminoso recebido, e ao longo do tempo ocorre piora da qualidade visual do indivíduo.

Na forma exsudativa ocorre a formação de vasos sanguíneos anormais que alteram a anatomia da retina com a formação do que chamamos de membrana neovascular subrretiniana que permite o extravasamento de soro e/ou sangue levando à perda irreversível dos fotorreceptores adjacentes, com conseqüente baixa de visão, geralmente mais rápida e acentuada do que a observada na forma seca.

O diagnóstico faz-se através da consulta oftalmológica e do exame especializado completo incluindo exames como: mapeamento de retina, biomicroscopia de fundo, retinografia fluorescente (exame contrastado que visa analisar a vascularização retiniana) e a tomografia de coerência óptica (OCT).

O tratamento é distinto para cada forma de DMRI, sendo mais agressivo para a forma exsudativa já que se comporta de forma mais grave. Atualmente o tratamento para esta forma utiliza o uso de antiangiogênicos, medicamentos que visam o controle das formações vasculares anômalas. Trata-se de um grande avanço, na medida em que permite não apenas a ablação da membrana já formada, com suas inevitáveis seqüelas, mas também a inibição da sua formação. Para a forma seca dá-se ênfase ao aporte nutricional feito pelo uso de complexos multivitamínicos específicos, o aconselhamento em relação aos hábitos alimentares e orientação quanto à exposição solar.

Os tratamentos atuais são capazes de controlar a doença, evitando sua progressão e minimizando a perda da visão central. Esses também podem gerar ganho A longo prazo. O controle e o monitoramento dos pacientes devem ser muito cuidadosos. Embora notáveis progressos tenham sido alcançados nos últimos anos, ainda não há, no presente, um tratamento ideal para DMRI. A combinação dos tratamentos disponíveis tem possibilitado melhores resultados terapêuticos do que a monoterapia.

Assim com o aumento da expectativa de vida da população, a prevenção é algo de extrema importância. Abaixo encontram-se algumas medidas que podem ser adotadas:

Outras modalidades de tratamento encontram-se em estudo e espera-se que possam ser adicionadas ao arsenal terapêutico nos próximos anos. Espera-se que, em um futuro próximo, estejamos avaliando o tratamento da DMRI não apenas em termos redução do risco ou da velocidade de perda da visão, mas também, pela melhora da acuidade visual e da qualidade de vida dos pacientes.

 

Dra. Gisele Cristina Alves de Sousa.

Médica Oftalmologista.

Fellow - Ship em Retina Clínica (HSE - RJ)

CRM-PA: 9809

 

 


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