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TOXOPLASMOSE OCULAR.

Nem toda baixa visão é falta de grau... nem todo olho vermelho é conjuntivite... muitas vezes é a Toxoplasmose Ocular!


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A Toxoplasmose é uma doença causada pelo Toxoplasma gondii, um protozoário parasita intracelular, que vive no intestino de gatos (seu hospedeiro definitivo) e tem a capacidade de infectar uma grande variedade de animais, inclusive o homem. Sua transmissão se faz pela ingestão de carnes mal cozidas e verduras mal lavadas. Pode ocorrer ainda a transmissão congênita se a mãe adquirir a doença durante a gravidez.

 

O protozoário pode causar a forma sistêmica, ocular e cerebral. A forma sistêmica evolui com sintomas como febre, dor de cabeça, fadiga, mal-estar, dores musculares e, principalmente, linfadenopatia, ou seja, aumento dos gânglios linfáticos (mais comumente os submandibulares e axilares).

 

A toxoplasmose ocular é uma coriorretinite, inflamação da retina e coróide,  podendo começar com sintomas de olho vermelho, redução da visão, além de dor ocular, fotofobia e moscas volantes. Na toxoplasmose ocular, pode haver uveíte anterior, células inflamatórias no vítreo, retinite ativa, hemorragia subrretiniana com formação de cicatriz subrretiniana pós-neovascularização coroideana secundária, e a apresentação principal, que é a cicatriz coriorretiniana, seja na região central da visão (a mácula), seja na periferia retiniana.

 

As crianças que adquirem a doença de forma congênita podem ter lesão ocular bilateral e em alguns casos até doença cerebral.  Uma parte (até 30%) dessas crianças podem desenvolver lesão ocular até os 12 anos de idade, sendo importante o acompanhamento regular. Os casos congênitos mostram predisposição por lesões maculares e bilaterais em 85% dos casos.

 

 A forma mais comum de infecção é a adquirida após o nascimento, podendo variar de sintomas inespecíficos como os de uma gripe até sintomas mais específicos como inflamações oculares que podem ou não cursar com baixa da visão, dor, aumento da pressão intra-ocular e moscas volantes.

 

Pacientes portadores de doenças que afetam o sistema imunológico como AIDS e/ ou em uso de medicações imunossupressoras como transplantados, podem ter a forma mais grave da doença e necessitar de tratamento mais prolongado.

 

A baixa de visao depende do grau de inflamação intra-ocular,  se há cicatriz na retina e qual a localização dessas lesões, as quais podem aparecer durante o periodo ativo da doença ou depois da cura. O acometimento de cicatrizes em regiões nobres da retina como a mácula e nervo óptico deixam sequelas permanentes na visão do paciente.

 

O diagnóstico é feito através do exame oftalmológico completo (acuidade visual, refração biomicroscopia, tonometria e mapeamento de retina) e com exames oculares complementares especializados (retinografia, ultrasonografia ocular etc). A sorologia para toxoplasmose (dosagem de IgM e IgG) também pode ser útil, embora não necessária na maioria das vezes para o diagnóstico.

 

Quanto mais precoce o diagnóstico e tratamento de lesões ativas, maior a chance de se evitar deficiências e perdas permanentes da qualidade e do campo de visão, muitas vezes graves e definitivas, caso não tratadas à tempo. Por isso, é fundamental o exame oftalmológico o mais breve possível quando se apresentam sintomas suspeitos.

 

O tratamento normalmente é feito com medicamentos (via oral e ocular) por pelo menos 6 semanas, utilizando como esquema clássico: sulfadiazina, pirimetamina, córticoides (sistêmicos e colírios) e ácido folínico. As doses e opções terapêuticas irão variar de acordo com a gravidade de acometimento da doença, intolerância às drogas, alergias e casos de gestação. Raramente se faz necessário medicações intra-oculares, laser ou cirurgias , que ficam como opção de tratamento para as complicações geradas pela doença. Descolamento de retina , persistência de turvação vítrea, membrana epirretiniana e catarata, são algumas dessas complicações.

 

Atualmente não há tratamento efetivo para reparar as áreas lesadas da retina e promover recuperação visual. A prevenção e diagnóstico precoce ainda são as melhores formas de agir. Portanto apenas o acompanhamento médico oftalmológico precoce, periódico e contínuo é capaz de diagnosticar e tratar esta doença nas fases iniciais e com isto evitar sequelas visuais aos pacientes.

 

 

 

 

 

Dra. Giselle Sgrott.

Médica Oftalmologista.

            CRM-Pa: 9423.

 

            Dr. Marcelo Bezerra.

            Médico Oftalmologista.

            CRM-Pa: 7967.

 

            Dr. Carlos Lima.

           Médico Oftalmologista.

           CRM-Pa: 7967.

 

            Dr. Alan Costa.

           Médico Oftalmologista.

           CRM-Pa: 8620.


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