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Entenda o que é “Olho Seco”

Olhos ardendo? Vermelhos? Você pode estar com o olho seco!


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CONCEITO

 

Olho seco é um termo usado para descrever um grupo de diferentes doenças e condições que resultam da diminuição da produção e /ou baixa qualidade da lágrima ocular. A lágrima é essencial para lubrificação, nutrição e proteção das estruturas oculares externas, como córnea e conjuntiva.

Quando alterada, essas estruturas deixam de funcionar adequadamente, levando ao sofrimento da superfície ocular. Não há dados precisos sobre a incidência de olho seco na população brasileira. Embora estudos internacionais apontem uma prevalência entre 7% a 33%. Trata-se de uma desordem comum, afetando uma porcentagem significativa da população mundial, principalmente adultos acima de 40 anos e mulheres. 

 

CLASSIFICAÇÃO

 

A Síndrome do Olho Seco poder ser dividida em 2 grupos principais:

1) Deficiência aquosa do filme lacrimal, diminuição na produção;

2) Evaporação excessiva, predominantemente, associada à disfunção da qualidade da lágrima;

 

PRINCIPAIS CAUSAS  

 

Condições do meio ambiente (poluição, computador, ar condicionado), traumas (queimaduras químicas), uso de medicamentos (diuréticos, antidepressivos, antihistamínicos), idade avançada, uso de lentes de contato, menopausa nas mulheres, doenças sistêmicas (Síndrome de Sjögren, Stevens-Johnson, Parkinson, Artrite Reumatóide, disfunções tireoidianas e outras) e doenças oculares como blefarite. 

 

DIAGNÓSTICO

 

 

Ao visitar o médico oftalmologista, ele fará primeiramente um exame ocular, que levará em conta as informações do paciente, como história resumida de sua saúde ocular e sistêmica. O oftalmologista também poderá mensurar o volume secretado de lágrimas do paciente. Para tanto, o método mais comum é o teste de Schirmer. Nele o especialista usa uma fitinha cuja ponta é colocada na pálpebra inferior dos olhos e o paciente fica com os olhos fechados por cinco minutos. A lágrima produzida nesse tempo é quantificada. Além disso, o oftalmologista também pode realizar um teste para determinar a qualidade das lágrimas. Para isto, ele usa colírios com colorações especiais. Ao aplicá-los, o médico procurará por padrões específicos na córnea e medirá quanto tempo demora para sua lágrima evaporar.

Existem também métodos tecnológicos que auxiliam no diagnostico, na classificação e na gravidade do Olho Seco; como mensuração da osmolaridade, lactoferrina ou lisozima; visualização microscópica de patógenos causadores de blefarites, exames de imagens que podem averiguar o tempo de ruptura do filme lacrimal, padrões de alteração baseados em cores  ente outros. 

 

TRATAMENTO

 

É essencialmente sintomático, utilizando-se, principalmente, lágrimas artificiais. Existem lágrimas artificiais tanto aquosas (Casos leves), quanto viscosas, para quadros mais severos.

Existe a terapia anti-inflamatória que consiste no uso adequado e controlado de corticóide tópico e da ciclosporina tópica. A idéia é minimizar o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular.

Alguns estudos estão sendo realizados para avaliar a importância da chamada "dieta no tratamento do olho seco". Essa dieta deve ser rica em Ômega 3 (óleo de linhaça, verduras, nozes e peixes) que possue propriedades anti-inflamatórias.

Outro tratamento inclue a oclusão dos pontos lacrimais com plugs provisórios de colágeno ou permanentes de silicone. Outra opção é a cauterização dos pontos lacrimais ou oclusão cirúrgica. A finalidade deste tratamento é manter a lágrima mais tempo em contato com o olho, evitando sua drenagem pelas vias lacrimais.

Temos também a estimulação da produção de lágrimas. Existem certos medicamentos que aumentam o lacrimejamento.

Na presença de doenças sistêmicas ou oculares associadas ao olho seco, sempre é necessário associar ao tratamento da patologia. 

 

PREVENÇÃO

 

Descanse os olhos com frequência. O uso de celulares, tablets e computadores causa uma tensão visual constante, pois a pessoa passa mais tempo com o olho fixo prestando atenção em um texto ou uma tela. O piscar tem por finalidade o espalhamento da lágrima sobre a superfície ocular, determinando sua renovação e proteção. Ao forçarmos o olhar perante telas e livros, devemos nos certificar de que estamos piscando adequadamente, e fazer uma pausa quando necessário. 

A ingestão de líquidos, principalmente de água, é muito importante. As pessoas deveriam ingerir pelo menos de dois a três litros de água ao dia.

Ambientes climatizados com ar condicionado, umidade do ar muito baixa e exposição à fumaça do cigarro estão entre os principais irritantes oculares.

Uma dieta rica em ômega 3 tem um efeito estimulador da produção gordurosa lacrimal, melhorando a qualidade da lágrima.

Uma higiene adequada na pálpebra, cílios e bordas das pálpebras pode estimular o bom funcionamento das glândulas palpebrais, as quais produzem gorduras que evitam a evaporação da lágrima. 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Apenas o médico oftalmologista é capacitado (no mínimo 9 anos de formação) e legalmente habilitado para cuidar da sua saúde ocular.

Apenas a avaliação médica oftalmológica precoce, periódica e contínua é capaz de diagnosticar precocemente doenças oculares, prevenir complicações oftalmológicas e combater o avanço da cegueira e baixa de visão no mundo (OMS).

Qualquer atendimento ocular feito por “não médico” em óticas, paróquias, associações, empresas e escolas deve ser denunciado à Policia Civil, Ministério Público, Procon e Vigilância Sanitária. 

 

1)     Dra. Cristina Cardoso Coimbra Cunha.

Médica Oftalmologista.

Fellow-Ship em Córnea e Cirurgia Refrativa (UNIFESP).

CRM-PA: 8898

2)     Dra. Elise Sousa Vieira.

Médica Oftalmologista.

Fellow-Ship em Cirurgia Plástica Ocular pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba – Sp.

CRM-Pa: 8981

3)     Dr. Herundino Neto Moura Moreira. 

Médico Oftalmologista

Fellow-Ship em Catarata e Glaucoma pela Santa Casa de Belo Horizonte – Sp.

CRM-Pa: 8473.

4)     Dr. Carlos Henrique Vasconcelos de Lima.

Médico Oftalmologista.

Fellow-Ship em Catarata, Glaucoma e Plástica Ocular pela Faculdade de Medicina de Marília – Sp.

CRM-Pa: 7967.


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