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OBSTRUÇÃO DE VIAS LACRIMAIS

LACRIMEJAMENTO OCULAR CONSTANTE? VOCÊ PODE ESTAR COM OBSTRUÇÃO DAS VIAS LACRIMAIS!


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No nosso dia a dia, muitas vezes nos lembramos das lágrimas apenas quando estamos emocionados, quando então elas se tornam mais evidentes pela sua maior produção. Entretanto, nossas lágrimas têm um papel fundamental do qual não nos damos conta na nossa rotina: a lubrificação e a proteção da superfície dos olhos e, por isso, sua produção ocorre de forma contínua. A lágrima produzida pelas glândulas lacrimais (principal e acessórias), segue um trajeto na superfície dos olhos e em seguida é drenada pelas vias lacrimais.

As vias lacrimais são formadas pelas seguintes estruturas: pontos lacrimais, canalículos lacrimais, saco lacrimal e ducto naso-lacrimal (Figura 1). As lágrimas são drenadas por estas estruturas dos nossos olhos para as fossas nasais. Essa drenagem, porém, nem sempre ocorre de forma normal. Ela pode ser reduzida ou interrompida por alterações nessas estruturas, levando ao lacrimejamento constante por longo tempo, uni ou bilateral e não está associado à coceira ou vermelhidão conjuntival (esse lacrimejamento é o que se chama tecnicamente de epífora). Essas alterações são as chamadas obstruções das vias lacrimais e são classificadas em funcionais ou anatômicas. Funcionais quando a dificuldade de drenagem ocorre por distúrbio na função das vias lacrimais, não havendo uma obstrução anatômica (membranas, tumores, dentre outros) que a justifique. Anatômicas quando há uma obstrução anatômica que justifica a redução de drenagem.

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Figura 1: Estruturas das vias lacrimais.

O diagnóstico é feito levando-se em consideração os sintomas do paciente e a avaliação feita no consultório pelo médico oftalmologista. Quando necessários, exames complementares podem ser solicitados, que incluem: a dacriocistografia (Figura 2), a dacriotomografia e a dacriocintilografia.

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Figura 2: Dacriocistografia evidenciando dilatação do saco lacrimal à direita devido obstrução do ducto naso-lacrimal e interrupção da drenagem do contraste para fossa nasal.

O tratamento dessas obstruções depende, basicamente, da sua causa, tempo de evolução, sinais e sintomas associados e a idade do paciente. Há casos em que massagens no trajeto das vias lacrimais são suficientes. Já para outros, faz-se necessária a utilização de procedimentos cirúrgicos: sondagem de vias lacrimais e dacriocistorrinostomia são os principais, podendo-se ainda realizar a colocação de tubos de silicone no trajeto das vias lacrimais (é o que se chama tecnicamente de intubação das vias lacrimais).

Como conclusão, recomenda-se que pacientes portadores de lacrimejamento constante de evolução persistente ou crônica procurem o médico oftalmologista o quanto antes, pois o diagnóstico precoce evita o aparecimento de complicações (Figura 3), influencia muito no tipo e no sucesso do tratamento.    

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Figura 3: Inflamação aguda do saco lacrimal associado a proliferação bacteriana e secreção purulenta (Dacriocistite aguda).

Dr. José Ricardo Mouta Araújo.

Médico Oftalmologista.

CRM/Pa: 6655.

 

Dr. Carlos Henrique Vasconcelos de Lima

Médico Oftalmologista

CRM/Pa: 7967.

 

Dr. Valter Resende de Paiva.

Médico Oftalmologista.

CRM/Pa: 6792.

 


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